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TEA e Canabidiol a relação da cannabis no tratamento do autismo

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Sumário

O transtorno do espectro autista (TEA) é uma condição neurológica e de desenvolvimento que afeta como uma pessoa percebe o mundo, interage com outras pessoas e comunica-se.

Nos últimos anos, juntamente com o aumento de pesquisas científicas e tratamentos de sucesso, têm surgido um interesse crescente em tratamentos complementares para o TEA, com destaque para o uso de canabidiol (CBD), um dos principais compostos da cannabis.

Neste artigo, exploramos a relação entre a cannabis e o tratamento do autismo, baseando-nos em evidências científicas e pesquisas atuais, para oferecer uma perspectiva abrangente sobre as possibilidades e desafios desse tratamento.

O que é o Canabidiol (CBD)?

 Extraído da planta de cannabis, o CBD é um dos mais de cem canabinoides identificados, e sua legalidade e aceitação têm crescido mundialmente devido à sua eficácia potencial e perfil de segurança no tratamento de diversas condições médicas.

Estudos recentes revelam o papel do CBD em mitigar uma ampla gama de sintomas e condições, incluindo ansiedade, depressão, inflamação, dor e distúrbios do sono. Sua ação no sistema endocanabinoide do corpo — um sistema complexo que regula uma variedade de funções fisiológicas, como humor, apetite, dor e memória — sugere que o CBD pode oferecer um equilíbrio natural para diversos aspectos da saúde.

O interesse da comunidade científica no CBD é evidenciado pela quantidade crescente de pesquisas focadas em entender seus mecanismos de ação e potencial terapêutico, posicionando-o como um componente valioso na vanguarda das opções de tratamento contemporâneas.

O reconhecimento do CBD na medicina moderna é uma história de redescoberta e inovação. Com raízes que se entrelaçam com a história milenar da cannabis como planta medicinal, o CBD foi reavaliado nas últimas décadas através de uma abordagem científica rigorosa, desvendando seu vasto potencial e múltiplas possibilidades de aplicação.

A legalização e regulamentação crescentes em muitos países refletem o reconhecimento do CBD como um componente valioso para fins terapêuticos, impulsionado por evidências de sua eficácia em tratamentos, especialmente em casos refratários como certas formas de epilepsia severa.

O crescente corpo de pesquisas que apoia o uso do CBD em diversas condições clínicas também destaca a importância de abordagens personalizadas na medicina. Esta perspectiva alinha-se com a tendência da medicina integrativa, que visa customizar o tratamento para as necessidades individuais do paciente, considerando variáveis genéticas, ambientais e de estilo de vida.

O CBD, com seu perfil de efeitos colaterais benignos em comparação a muitos medicamentos convencionais, oferece uma opção válida para indivíduos buscando alternativas naturais ou complementares a terapias tradicionais.

Autismo e seus Desafios

O transtorno do espectro autista (TEA) representa um conjunto complexo e diversificado de condições que afetam a capacidade individual de interagir socialmente, comunicar-se e compreender o mundo ao redor de maneira convencional.

Esses desafios podem manifestar-se através de uma gama variada de comportamentos, como dificuldades em estabelecer conexões sociais, padrões de comportamento repetitivos e peculiaridades na fala e na comunicação não verbal.

Diante dessa complexidade, as estratégias de tratamento para o TEA são igualmente variadas e abrangem desde intervenções comportamentais até o uso de medicamentos destinados a aliviar sintomas específicos, como a ansiedade e a irritabilidade. No entanto, a eficácia dessas abordagens pode variar significativamente entre indivíduos, refletindo a natureza diversificada do espectro autista.

Essa variação na resposta ao tratamento convencional tem impulsionado famílias e profissionais de saúde a explorar alternativas terapêuticas. A busca por métodos que possam oferecer alívio ou melhoria na qualidade de vida para pessoas com TEA é uma jornada contínua, marcada tanto pela esperança quanto pelos desafios inerentes a qualquer área emergente da medicina.

A necessidade de abordagens personalizadas e integralmente focadas nas necessidades únicas de cada indivíduo no espectro autista é clara, destacando a importância de uma compreensão profunda tanto dos potenciais benefícios quanto das limitações das opções de tratamento disponíveis.

Esta busca por alternativas reforça o compromisso com o bem-estar dos indivíduos com TEA, abrindo caminho para novas descobertas e avanços no campo do tratamento e suporte para o transtorno do espectro autista.

Pesquisas sobre Cannabis e TEA

A intersecção entre o uso de cannabis medicinal e o tratamento do transtorno do espectro autista (TEA) tem sido um campo fértil para a pesquisa científica, gerando um corpo crescente de evidências que aponta para o potencial terapêutico do canabidiol (CBD) e outros canabinoides para indivíduos com autismo.

Alguns estudos mostraram que os produtos à base de cannabis reduziram o número e/ou intensidade de diferentes sintomas, incluindo hiperatividade, ataques de automutilação e raiva, problemas de sono, ansiedade, inquietação, agitação psicomotora, irritabilidade, agressividade, perseverança e depressão.

Também foram observadas melhorias na cognição, sensibilidade sensorial, atenção, interação social e linguagem. Os efeitos adversos mais comuns foram distúrbios do sono, inquietação, nervosismo e mudança no apetite.

Uma revisão e experiência clínica indicam que a cannabis e o canabidiol podem ser geralmente bem tolerados e potencialmente benéficos para algumas pessoas com TEA, sugerindo um potencial terapêutico entre alguns indivíduos com o distúrbio. No entanto, pesquisas adicionais são necessárias para identificar melhor os pacientes que podem se beneficiar do tratamento sem efeitos adversos

Um ensaio clínico randomizado, duplo-cego e controlado por placebo avaliou a eficácia e segurança de um extrato de cannabis rico em canabidiol (CBD) em crianças com TEA, encontrando resultados significativos para a interação social, ansiedade, agitação psicomotora, número de refeições por dia e concentração. Os efeitos adversos foram considerados poucos e não graves.

A relevância desses estudos reside não apenas nos resultados imediatos observados, mas também na sua contribuição para um entendimento mais profundo das complexidades envolvendo o TEA e a neurobiologia subjacente à eficácia dos canabinóides.

Os mecanismos de ação do CBD, como a modulação do sistema endocanabinoide, oferecem pistas valiosas sobre como esses compostos podem influenciar positivamente áreas do cérebro envolvidas na regulação do humor, comportamento social e processamento sensorial — aspectos frequentemente prejudicados no espectro autista.

Apesar dos resultados promissores, a comunidade científica permanece cautelosa, enfatizando a necessidade de mais pesquisas para elucidar completamente os benefícios e os possíveis riscos associados ao uso de CBD e cannabis medicinal em pessoas com TEA.

Esta cautela reflete não apenas o rigor científico necessário para a adoção de novas abordagens terapêuticas, mas também a complexidade do TEA como um espectro de condições que afeta indivíduos de maneiras únicas.

Rumo a um Futuro Promissor

A relação entre cannabis e o tratamento do autismo é um gigante campo de estudo, com potencial para oferecer novas perspectivas a muitas famílias. Na CannaCare, estamos comprometidos em acompanhar os avanços científicos e em fornecer acesso seguro e orientado a tratamentos à base de cannabis.

Se você ou um ente querido está explorando opções de tratamento para o TEA, nosso time de especialistas está pronto para orientá-lo nessa jornada, garantindo apoio e cuidado a cada etapa do tratamento. Convidamos você a entrar em contato conosco, agendar uma consulta para saber mais e discutir como podemos ajudar no caminho para o seu bem-estar, ou aquele de entes queridos.

A CannaCare está aqui para apoiar você na sua jornada de tratamento, com um olhar atento à segurança, eficácia e legalidade dos tratamentos que oferecemos, sempre com base em uma abordagem fundamentada na ciência e no respeito às necessidades individuais.

Texto escrito por Mariana Ferreira

Revisão médica:

Dr. Sérgio Rayol – CRM SP 165458

Diretor médico na CannaCare.

Médico pela Universidade Estadual de Pernambuco (UPE). Especialista em Clínica Médica pelo Hospital Santa Marcelina e em Hematologia e Hemoterapia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Curso de Medicina Paliativa no Instituto Pallium (Buenos Aires). Curso de Medicina Cannabinoide pela WeCann Academy

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