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Cannabis auxilia em dores como a cólica?

Sumário

A cólica é uma dor que afeta milhões de pessoas, especialmente mulheres, durante o período menstrual. Embora seja comum, muitas vezes ela interfere na qualidade de vida, causando desconforto intenso, irritabilidade e até mesmo incapacitação.

Com o avanço da medicina integrativa, uma alternativa natural tem ganhado destaque: a cannabis medicinal. Mas será que ela realmente ajuda no alívio das cólicas? Neste artigo, vamos explorar o potencial da cannabis no tratamento da dor, os mecanismos envolvidos e o que dizem os estudos científicos.

O que são cólicas e por que elas ocorrem?

As cólicas menstruais, conhecidas como dismenorreia, são causadas pela contração do útero durante o processo de eliminação do endométrio. Essa contração é mediada por substâncias chamadas prostaglandinas, que, em níveis elevados, intensificam a dor e a inflamação. Algumas mulheres apresentam cólicas leves, enquanto outras sofrem com dores incapacitantes.

Além da cólica menstrual, existem outros tipos de cólicas que afetam diferentes regiões do corpo, como cólicas intestinais, renais e musculares. Em todos os casos, o fator comum é a dor de origem inflamatória ou espástica, o que torna o tratamento um desafio constante.

Como a cannabis age no organismo?

A cannabis medicinal contém compostos chamados canabinóides, sendo os mais conhecidos o THC (tetra-hidrocanabinol) e o CBD (canabidiol). Esses canabinóides interagem com o sistema endocanabinoide, um sistema biológico presente em todo o corpo humano que regula funções como dor, humor, sono, apetite e resposta inflamatória.

Os canabinóides se ligam aos receptores CB1 e CB2 do sistema endocanabinoide:

  • CB1: presente principalmente no cérebro e no sistema nervoso central, está relacionado à modulação da dor, percepção sensorial e humor.
  • CB2: encontrado nas células do sistema imunológico, atua na regulação da inflamação.

A interação entre os canabinoides e esses receptores pode reduzir a dor, diminuir a inflamação e relaxar os músculos, efeitos benéficos no tratamento das cólicas.

Cannabis e cólicas menstruais: o que dizem os estudos?

Embora o uso da cannabis para cólicas menstruais ainda seja um campo em desenvolvimento, há evidências promissoras. Estudos pré-clínicos e relatos de pacientes indicam que o CBD e o THC têm propriedades analgésicas, anti-inflamatórias e relaxantes musculares, que podem ajudar significativamente a aliviar a dor da cólica.

Uma pesquisa publicada no Journal of Women’s Health analisou a percepção de mulheres que utilizam cannabis para cólicas menstruais. A maioria relatou redução da dor, melhora do humor e menor necessidade de medicamentos convencionais, como anti-inflamatórios e analgésicos.

Além disso, marcas internacionais já comercializam produtos à base de cannabis voltados especificamente para dores menstruais, como óleos, sprays, supositórios vaginais e cremes tópicos, reforçando a crescente aceitação desse uso.

Quais são os principais benefícios da cannabis para cólicas?

O uso da cannabis medicinal no alívio das cólicas pode oferecer benefícios como:

  • Redução da dor: os canabinóides atuam diretamente na modulação da dor, diminuindo sua intensidade.
  • Efeito anti-inflamatório: ajuda a reduzir o processo inflamatório associado às cólicas.
  • Relaxamento muscular: diminui as contrações uterinas intensas que causam a dor.
  • Melhora do bem-estar: efeitos ansiolíticos e antidepressivos do CBD podem contribuir para um maior conforto emocional durante o período menstrual.
  • Redução do uso de medicamentos tradicionais: diminui a necessidade de analgésicos que, a longo prazo, podem causar efeitos colaterais.

Existem contraindicações ou efeitos colaterais?

Como qualquer substância com ação terapêutica, a cannabis medicinal pode apresentar efeitos adversos em algumas pessoas. Os principais são:

  • Boca seca
  • Tontura
  • Sonolência
  • Alterações de humor
  • Aumento do apetite

O THC, por ser psicoativo, pode causar euforia ou, em doses elevadas, ansiedade. Já o CBD é bem tolerado na maioria dos casos, inclusive por pessoas mais sensíveis.

É fundamental que o uso da cannabis seja feito com acompanhamento médico especializado, que indicará a dosagem, forma de administração e o tipo de produto mais adequado às necessidades individuais.

Formas de uso da cannabis para cólicas

A cannabis medicinal pode ser utilizada de diferentes formas, conforme recomendação médica. As mais comuns são:

  • Óleos sublinguais: de ação rápida e fácil absorção.
  • Cápsulas: ideais para quem prefere uma administração discreta e com dose fixa.
  • Supositórios vaginais: oferecem alívio localizado e direto para cólicas menstruais.
  • Pomadas e cremes: aplicados na região abdominal para efeito relaxante muscular.
  • Inalação (vaporizadores): utilizada para alívio rápido da dor, embora menos comum no contexto ginecológico.

A escolha da via de administração depende da intensidade da dor, do estilo de vida da paciente e da recomendação médica.

A cannabis é uma opção segura para o tratamento de cólicas?

Sim, desde que utilizada com orientação profissional e dentro das normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No Brasil, o uso medicinal da cannabis é regulamentado e os produtos são acessíveis mediante prescrição médica.

A crescente quantidade de estudos, relatos clínicos e experiências positivas com pacientes reforça o papel da cannabis como aliada no manejo da dor, incluindo as cólicas menstruais.

O potencial terapêutico da cannabis

A cannabis medicinal representa uma alternativa promissora e natural para o alívio das cólicas, especialmente para quem sofre com dores intensas e não encontra resultado satisfatório com medicamentos convencionais. Seus efeitos analgésicos, anti-inflamatórios e relaxantes musculares são respaldados por estudos científicos e experiências clínicas.

No entanto, o uso deve sempre ser feito com segurança, responsabilidade e acompanhamento médico. Se você sofre com cólicas frequentes ou debilitantes, converse com um profissional da saúde especializado em medicina canabinoide para avaliar se essa abordagem pode ser adequada para o seu caso.

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