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Cannabis medicinal e doenças autoimunes: riscos e benefícios

Sumário

O uso da Cannabis medicinal tem ganhado destaque como alternativa terapêutica para diversas condições de saúde, inclusive doenças autoimunes. Essas doenças, caracterizadas pela resposta inadequada do sistema imunológico contra o próprio organismo, muitas vezes não têm cura e exigem tratamentos prolongados, com efeitos colaterais significativos. Nesse cenário, cresce o interesse sobre os benefícios e riscos da Cannabis no manejo dos sintomas e da inflamação crônica associada a essas doenças.

Mas será que a Cannabis é segura e eficaz para esse tipo de tratamento? Quais são os mecanismos de ação e os cuidados necessários? Este artigo responde essas perguntas com base em evidências científicas e atualizações recentes da medicina.

O que são doenças autoimunes?

Doenças autoimunes ocorrem quando o sistema imunológico, que normalmente protege o corpo contra invasores como vírus e bactérias, passa a atacar tecidos saudáveis do próprio corpo. Existem mais de 80 tipos conhecidos, sendo os mais comuns:

  • Lúpus eritematoso sistêmico
  • Artrite reumatoide
  • Esclerose múltipla
  • Doença celíaca
  • Doença de Crohn
  • Psoríase
  • Tireoidite de Hashimoto
  • Diabetes tipo 1

Essas doenças afetam diferentes órgãos e sistemas, provocando inflamação crônica, dores, fadiga, rigidez muscular e outros sintomas debilitantes.

Como a Cannabis medicinal age no organismo?

A Cannabis contém compostos chamados canabinoides, sendo os principais o THC (tetra-hidrocanabinol),o CBD (canabidiol), e o CBG canabigerol. Esses compostos interagem com o sistema endocanabinoide, presente em todo o corpo humano e responsável por regular funções como:

  • Resposta imune
  • Inflamação
  • Dor
  • Sono
  • Apetite
  • Humor

Os canabinoides agem principalmente nos receptores CB1 (localizados no sistema nervoso central) e CB2 (presentes no sistema imunológico), promovendo um efeito modulador. Isso significa que podem reduzir a resposta inflamatória exagerada, algo desejado no tratamento de doenças autoimunes.

Benefícios da Cannabis em doenças autoimunes

Diversos estudos e experiências clínicas sugerem que a Cannabis medicinal pode melhorar a qualidade de vida de pacientes com doenças autoimunes. Entre os principais benefícios observados, estão:

1. Ação anti-inflamatória

O CBD tem forte ação anti-inflamatória, modulando a atividade das células do sistema imunológico, como linfócitos e macrófagos. Essa regulação pode reduzir o processo inflamatório crônico, característica comum nas doenças autoimunes.

2. Alívio da dor

Muitas doenças autoimunes causam dores articulares e musculares. O THC, em conjunto com o CBD e o CBG, tem propriedades analgésicas que ajudam a reduzir a dor, sem os efeitos colaterais de opioides ou anti-inflamatórios de uso contínuo.

3. Melhora da rigidez e mobilidade

No caso da artrite reumatoide e esclerose múltipla, por exemplo, o uso de Cannabis pode diminuir a rigidez matinal, melhorar a mobilidade e facilitar a realização de atividades cotidianas.

4. Efeitos ansiolíticos e antidepressivos

Pacientes com doenças autoimunes frequentemente apresentam ansiedade, estresse e depressão devido à natureza crônica das condições. O CBD atua como ansiolítico natural, promovendo bem-estar e auxiliando no equilíbrio emocional.

5. Redução da fadiga

A fadiga é um sintoma debilitante em diversas doenças autoimunes. A regulação do sono e do humor proporcionada pela Cannabis pode ajudar na sensação de cansaço constante, proporcionando mais energia ao paciente.

O que dizem os estudos científicos?

Embora ainda sejam necessários estudos clínicos em larga escala, as pesquisas atuais apontam resultados promissores:

  • Um estudo publicado no Journal of Neuroimmune Pharmacology mostrou que o CBD pode suprimir a ativação de células T, importantes na resposta imune das doenças autoimunes.
  • Em pacientes com esclerose múltipla, o uso de extratos de Cannabis demonstrou redução da espasticidade muscular e da dor.
  • Em modelos animais de artrite reumatoide, o CBD reduziu significativamente os marcadores inflamatórios e a progressão da doença.

No entanto, é importante destacar que cada doença e cada paciente respondem de forma diferente, e o uso da Cannabis deve ser sempre orientado por um médico especializado.

Riscos e contraindicações

Apesar dos benefícios, o uso da Cannabis medicinal também apresenta riscos e possíveis efeitos adversos, especialmente quando feito sem orientação adequada. Os principais são:

  • Efeitos colaterais: em doses altas, pode causar euforia, paranoia, confusão ou aumento da ansiedade.
  • Interações medicamentosas: a Cannabis pode interagir com medicamentos imunossupressores, anticoagulantes e antidepressivos.
  • Supressão imune excessiva: embora desejada em doenças autoimunes, a modulação do sistema imunológico deve ser feita com cautela para evitar maior susceptibilidade a infecções.
  • Tolerância e dependência: embora rara com o CBD, o uso elevado e prolongado de THC pode levar à tolerância e, em alguns casos, dependência leve.

A importância do acompanhamento médico

O tratamento com Cannabis medicinal deve ser individualizado, com avaliação clínica detalhada, escolha do produto adequado (CBD isolado, combinação com THC, etc.), dosagem personalizada e monitoramento contínuo.

No Brasil, o uso da Cannabis para fins medicinais é regulamentado pela Anvisa e exige prescrição médica e autorização para importação ou aquisição em farmácias autorizadas.

Formas de administração

A Cannabis medicinal pode ser administrada de várias formas, conforme a necessidade do paciente:

  • Óleo sublingual: absorção rápida e dosagem controlada.
  • Cápsulas: ideal para uso contínuo.
  • Pomadas tópicas: para alívio de dores localizadas.

A escolha da forma depende dos sintomas predominantes e do estilo de vida do paciente.

Uma opção terapêutica e promissora

A Cannabis medicinal surge como uma opção terapêutica promissora no tratamento de doenças autoimunes, oferecendo alívio para dor, inflamação, ansiedade e outros sintomas debilitantes. No entanto, seu uso deve ser feito com responsabilidade, respeitando a individualidade de cada paciente e as orientações médicas.Com o avanço das pesquisas e a ampliação do acesso regulado, espera-se que cada vez mais pacientes possam se beneficiar dos efeitos terapêuticos da Cannabis de forma segura e eficaz.

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