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Maconha medicinal: história, contexto e benefícios

mãos com luvas roxas segurando uma folha de cannabis

Sumário

Imagine uma planta milenar que guarda benefícios capazes de aliviar dores, suavizar sintomas debilitantes e até melhorar o bem-estar mental. Essa planta existe, é a cannabis! Bem-vindo(a) a uma jornada que nos leva para além das percepções tradicionais da planta, onde abordaremos o incrível potencial terapêutico que a cannabis oferece.

Na CannaCare acreditamos que é essencial que você, como leitor,obtenha conhecimento de qualidade e informações com respaldo histórico e científico! Nossa missão é esclarecer e capacitar, para que você possa tomar decisões informadas sobre seu próprio bem-estar.

Desde os primeiros registros históricos até as últimas descobertas científicas, cada detalhe que compartilhamos foi cuidadosamente selecionado para guiá-lo nessa jornada de descoberta.

Definição e Histórico do Uso Medicinal da Cannabis

Adentrar o universo da cannabis é embarcar em uma jornada que transcende o tempo. Desde a antiguidade, essa planta tem desempenhado um papel crucial na humanidade.

A cannabis foi domesticada pelo homem através dos séculos, para poder ser cultivada em diversos ambientes e climas ao redor do mundo, no intuito de atender necessidades que tangenciam o uso religioso, industrial e também terapêutico, na busca pelo bem-estar.

Culturas antigas do mundo todo reconheceram seu valor e a incorporaram em suas práticas de cura. No entanto, não é apenas a história que nos fascina; é a fusão  entre a sabedoria ancestral e a exploração científica moderna que nos permite compreender os mecanismos sofisticados pelos quais a cannabis pode promover impactos positivos em nosso corpo e mente.

A história da cannabis é uma história de continuidade, um fio que se estende desde civilizações antigas até os laboratórios de pesquisa do século XXI. A fitoterapia com cannabis foi documentada no antigo Egito, na China, Índia e em muitas outras culturas milenares, onde a planta era reverenciada por suas propriedades terapêuticas. O renascimento da medicina fitoterápica no mundo contemporâneo trouxe a cannabis de volta ao foco, à medida que seus compostos ativos despertaram o interesse da ciência moderna.

Civilizações como o antigo Egito e a Índia nos legaram exemplos notáveis de como a cannabis foi utilizada para fins terapêuticos. No Egito, registros médicos datados de mais de 4.000 anos atrás mencionam o uso da cannabis para aliviar dores e inflamações. Na Índia, onde a planta é mencionada em textos sagrados como a “Atharva Veda”, ela era usada para uma série de finalidades medicinais, como analgésico, relaxante muscular e até mesmo como auxílio no parto.

Na China antiga, a maconha também encontrou seu lugar na medicina tradicional. Escritos históricos chineses descrevem o uso da planta para tratar dores, inflamações e problemas gastrointestinais. Enquanto isso, culturas indígenas das Américas utilizavam a cannabis para diversos fins, como parte de rituais religiosos, mas também como remédio para aliviar dores e promover relaxamento.

Esses exemplos ilustram como a cannabis tem raízes profundas em diferentes culturas, muito antes das descobertas científicas modernas. Nossa jornada pela história nos lembra que estamos conectados a um legado de sabedoria terapêutica que atravessou gerações e nos inspira a continuar explorando as possibilidades benéficas dessa planta ancestral.

Hoje, as discussões em torno da cannabis nos lembram que estamos apenas continuando uma conversa que tem raízes profundas. A ciência avançou significativamente na compreensão dos canabinóides e seus efeitos no corpo humano. Estudos clínicos rigorosos têm demonstrado a eficácia da cannabis no manejo da dor, no tratamento de doenças neurológicas como epilepsia e esclerose múltipla, na melhoria da qualidade de vida de pacientes oncológicos submetidos a tratamentos agressivos, entre muitos outros benefícios.

Portanto, enquanto exploramos as marcas históricas da cannabis, também abraçamos a era da ciência e da inovação, utilizando o conhecimento acumulado para oferecer abordagens de tratamento cada vez mais sofisticadas e eficazes.

Diferença entre Cannabis Medicinal e Recreativa: Desmistificando Mitos

Uma das questões frequentemente levantadas é a diferença entre a cannabis medicinal e recreativa. É importante entender que, embora os contextos de uso possam variar, a substância em si é a mesma. Tanto a cannabis usada para tratar doenças quanto aquela consumida para o entretenimento contêm os mesmos compostos ativos, chamados canabinoides. No entanto, o que difere é a maneira como são aplicados e a dosagem, que são ajustadas de acordo com os objetivos de tratamento. 

Os efeitos benéficos e as propriedades terapêuticas são intrínsecos à sua composição, independentemente da finalidade de consumo. A diferença reside na abordagem individualizada, em que o uso terapêutico é orientado por profissionais de saúde, que consideram a condição do paciente, as dosagens adequadas e os resultados desejados. A desmistificação dessa distinção é fundamental para compreender que o valor da cannabis vai além de rótulos, abrangendo um espectro amplo de possibilidades terapêuticas.

A cannabis fumada, por exemplo, frequentemente associada ao consumo recreativo, é prescrita também de forma medicinal em alguns casos devido à rapidez de ação que proporciona. A inalação é particularmente útil para aliviar dores agudas, já que permite que os canabinóides atinjam a corrente sanguínea de forma mais rápida, proporcionando alívio em um curto período de tempo.

Essa abordagem, no entanto, é cuidadosamente considerada pelos profissionais de saúde, levando em conta os riscos associados ao fumo. Em outras situações, métodos como óleos ou comestíveis são preferidos, pois oferecem uma liberação mais lenta dos canabinóides, o que pode ser vantajoso para condições crônicas que requerem alívio contínuo ao longo do dia.

Benefícios da cannabis: Ampliando Horizontes Terapêuticos

O estudo da cannabis é um campo em constante evolução, trazendo alívio para uma variedade de condições médicas. A crescente pesquisa e aprofundamento científico têm revelado uma gama impressionante de benefícios terapêuticos associados ao uso dos canabinóides.

Um dos aspectos mais polivalentes da cannabis é sua capacidade de aliviar a dor. Estudos clínicos têm demonstrado que os canabinóides, como o THC, o CBD e o CBG, interagem com o sistema endocanabinoide do nosso corpo, que desempenha um papel fundamental na regulação da dor. Isso se traduz em alívio para uma variedade de condições dolorosas, incluindo doenças crônicas como a fibromialgia e a artrite.

Além disso, a cannabis tem sido utilizada no controle de náuseas e vômitos associados a tratamentos médicos, como a quimioterapia. Pacientes oncológicos que enfrentam esses efeitos colaterais debilitantes podem encontrar alívio por meio dos canabinoides, que atuam nos receptores cerebrais responsáveis por essas sensações desagradáveis.

A planta tem demonstrado potencial terapêutico em várias outras condições médicas além das mencionadas anteriormente. Por exemplo, no caso do Parkinson, estudos sugerem que a cannabis pode ajudar a reduzir os tremores, rigidez muscular e outros sintomas motores característicos da doença.

Para o Alzheimer, a pesquisa está explorando como os canabinóides podem ajudar a reduzir a inflamação cerebral e a proteger as células nervosas, o que poderia potencialmente retardar o progresso da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes, além de ajudar e acalmar os pacientes que ficam agitados com a evolução da doença. 

Na epilepsia, especialmente em formas raras e de difícil controle, o CBD tem sido objeto de estudos significativos. Algumas formas de epilepsia refratária têm mostrado responder positivamente ao tratamento com CBD, levando a uma importante redução nas convulsões.

Quanto ao autismo, evidências emergentes demonstram que a cannabis, especialmente o CBD, pode ajudar a aliviar os sintomas associados ao transtorno do espectro autista, como ansiedade, comportamento repetitivo e dificuldades de comunicação.

Não é apenas o corpo que pode se beneficiar da cannabis; a mente também pode tirar proveito da planta. A ansiedade e a depressão são condições de saúde mental cada vez mais prevalentes, e estudos têm explorado o potencial dos canabinóides para ajudar a aliviar os sintomas dessas condições. O CBD, em particular, tem sido alvo de atenção por suas propriedades ansiolíticas e antidepressivas, oferecendo uma alternativa natural aos tratamentos convencionais.

Da dor crônica à saúde mental, os benefícios terapêuticos da cannabis são diversos e promissores. É importante ressaltar que o uso deve ser sempre orientado por profissionais de saúde, que vão personalizar tratamentos, indicando as medicações com base nas necessidades individuais de cada paciente. Como defensores da saúde e do bem-estar, na CannaCare, estamos aqui para oferecer orientação especializada e apoio, ajudando você a explorar os benefícios dessa abordagem terapêutica ao mesmo tempo milenar e inovadora.

A Química da Cannabis: canabinóides e terpenos

Na complexa química da cannabis, os canabinóides primários, como o THC (tetra-hidrocanabinol) e o CBD (canabidiol), desempenham papéis cruciais. O THC pode ajudar no alívio da dor e estimular o apetite e é conhecido por seus efeitos psicoativos, responsáveis por sensações de euforia e relaxamento. O CBD é renomado por suas propriedades terapêuticas, sendo estudado em uma variedade de condições, desde ansiedade até epilepsia.

No entanto, a complexidade da planta não para por aí. A cannabis abriga uma gama de outros canabinoides, cada um com potenciais benefícios únicos. O CBG (cannabigerol), por exemplo, tem se mostrado promissor como analgésico, anti-inflamatório e potencial antidepressivo. O CBN (cannabinol), por sua vez, pode atuar como relaxante muscular e auxiliar no sono.

Além dos canabinóides, os terpenos também desempenham um papel fundamental. Esses compostos, voláteis e aromáticos não apenas conferem os aromas distintos das variedades de cannabis, mas também têm propriedades terapêuticas próprias. Por exemplo, o mirceno pode ter efeitos sedativos, enquanto o limoneno pode auxiliar no alívio da ansiedade.

É essa sinfonia de canabinóides e terpenos que contribui para os efeitos únicos de cada variedade de cannabis e, consequentemente, para sua gama diversificada de benefícios terapêuticos. Compreender a interação entre esses componentes é essencial para aproveitar ao máximo os potenciais benefícios da planta.

Diferentes Métodos de Consumo da Cannabis: Escolhendo a Abordagem Adequada para Você

A escolha do método de consumo da cannabis desempenha um papel crucial na forma como os canabinóides interagem com o seu corpo. Cada método tem suas particularidades, influenciando a velocidade e a intensidade dos efeitos. Aqui estão alguns dos principais métodos de consumo:

Inalação (Fumar ou Vaporizar): Esse método oferece uma ação rápida, pois os compostos ativos são absorvidos pelos pulmões e chegam à corrente sanguínea em segundos. Fumar é tradicionalmente mais comum, mas vaporizar é considerado menos prejudicial para os pulmões. Os efeitos podem durar de 1 a 3 horas. Vale lembrar que, embora seja rápido, a inalação irrita as vias aéreas e causa desconforto em algumas pessoas.

Óleos e Extratos: Óleos ricos em CBD ou THC são populares devido à sua facilidade de dosagem e administração. Eles podem ser adicionados a alimentos ou consumidos diretamente. A ação é mais lenta do que a inalação, levando cerca de 30 minutos a 1 hora para sentir os efeitos.

Comestíveis: Produtos comestíveis, como cookies, gomas e bebidas, oferecem uma forma discreta de consumir cannabis. No entanto, a absorção é mais lenta e pode levar de 1 a 2 horas para sentir os efeitos. A dosagem é especialmente importante com comestíveis, pois o início lento pode levar a consumos excessivos se não for feito com cuidado.

Tópicos: Para uso localizado, como alívio da dor ou inflamação, cremes, loções e pomadas à base de cannabis podem ser aplicados diretamente na pele. A penetração na corrente sanguínea é baixa, sendo a ação mais focada no local de aplicação.

É importante notar que a dosagem e os efeitos podem variar significativamente de pessoa para pessoa, independentemente do método de consumo. Começar com uma dose baixa e aumentá-la gradualmente é uma prática recomendada para evitar efeitos indesejados. Além disso, é imprescindível consultar um profissional de saúde antes de iniciar qualquer tratamento com cannabis para garantir a segurança e a eficácia do tratamento.

Explorando a Interação com o Sistema Endocanabinóide: Canabinóides e Homeostase

O Sistema Endocanabinóide (SEC) é uma rede complexa de receptores, endocanabinóides (substâncias produzidas pelo próprio corpo) e enzimas que desempenham um papel crucial na regulação de diversos processos fisiológicos, incluindo o sistema imunológico, o sistema nervoso, a inflamação e até mesmo o humor. Os canabinóides presentes na planta de cannabis têm a capacidade de interagir com os receptores do SEC, atuando como mensageiros químicos.

Quando consumimos canabinoides da planta, como o THC e o CBD, eles se ligam aos receptores do SEC, modulando respostas específicas em todo o corpo. Essa interação contribui para a homeostase, que é o equilíbrio interno do organismo, fundamental para o funcionamento saudável. Por exemplo, em casos de dor crônica, os canabinoides podem modular os receptores do SEC relacionados à dor, proporcionando alívio. Da mesma forma, eles podem influenciar a regulação do apetite, do sono e até mesmo a resposta inflamatória do corpo.

O papel dos canabinoides da cannabis na modulação do SEC é um dos motivos pelos quais essa planta tem mostrado potencial terapêutico em uma variedade de condições médicas. A compreensão dessa interação complexa é crucial para aproveitar os benefícios da cannabis medicinal de maneira eficaz e segura. 

Descobrindo a Cannabis com a CannaCare

A imersão no universo da cannabis é uma experiência reveladora, uma jornada que nos leva por caminhos enriquecidos pela ciência e pela história. Ao longo desta trajetória, nos deparamos com os ativos poderosos desta planta, suas propriedades curativas, os benefícios associados as variadas formas de consumo e, claro, o inegável potencial terapêutico de seus compostos. O que encontramos é um futuro promissor, no qual as possibilidades de alívio de sintomas e promoção de bem-estar podem se tornar realidade na vida de quem opta por se tratar com a cannabis.

Aqui, na CannaCare, temos como propósito primordial proporcionar informações pesquisadas e validadas cientificamente, para que você se sinta acolhido em um ambiente que é, ao mesmo tempo, caloroso e seguro. Somos movidos por um compromisso com o seu bem-estar e qualidade de vida, sempre focados em fornecer aconselhamento especializado em cada detalhe  associado ao tratamento com cannabis. Nossa proposta está fundamentada na crença de que cada ser humano possui singularidades que merecem ser respeitadas, necessitando assim de um plano de tratamento customizado, elaborado por um time de especialistas em medicina canabinoide.

Se você está ponderando sobre a possibilidade de incorporar a cannabis em sua vida como uma estratégia terapêutica, nós o convidamos a marcar uma consulta com nossa equipe de especialistas para esclarecer todas as suas dúvidas e desenhar um plano de cuidado adaptado à sua realidade. A sua caminhada rumo a um futuro de bem-estar e saúde plenos tem seu ponto de partida aqui, na CannaCare.

Texto escrito por Mariana Ferreira

Revisão médica:

Dr. Sérgio Rayol – CRM SP 165458

Diretor médico na CannaCare.

Médico pela Universidade Estadual de Pernambuco (UPE). Especialista em Clínica Médica pelo Hospital Santa Marcelina e em Hematologia e Hemoterapia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Curso de Medicina Paliativa no Instituto Pallium (Buenos Aires). Curso de Medicina Cannabinoide pela WeCann Academy

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