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Cannabis pode ajudar no tratamento do câncer de pele?

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O câncer de pele, uma das formas mais comuns de câncer, tem incentivado cientistas e médicos a buscar tratamentos alternativos e complementares. Nesse cenário, a cannabis se destaca como um campo de interesse significativo.

Este artigo se dedica a investigar as pesquisas científicas sobre o papel da cannabis no tratamento do câncer de pele. Nosso objetivo é apresentar o que a ciência atual revela sobre sua eficácia e segurança, clarificar os mitos e fornecer informações precisas. Ao abordar este tópico, buscamos oferecer insights valiosos e orientação para aqueles considerando a cannabis como uma opção terapêutica.

O câncer de pele é uma condição significativa tanto no Brasil quanto no mundo, impactando a vida de milhões de pessoas. No Brasil, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de pele não melanoma é o mais frequente entre todos os tipos de cânceres, representando um número elevado de casos novos a cada ano.

As estatísticas mostram que, em 2023, foram estimados 71.730 novos casos em homens e 73.610 em mulheres, apenas considerando o câncer de próstata e de mama, respectivamente, como exemplos de sua prevalência. Esses números refletem a importância de ações de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento eficaz para controlar essa doença.

Compreendendo o câncer de pele

O câncer de pele é uma doença complexa e diversa, classificada em vários tipos, cada um com suas características e métodos de tratamento. Os dois tipos mais comuns são o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular, geralmente associados à exposição ao sol e outros fatores de risco como idade e histórico familiar.

O melanoma, menos comum, mas mais grave, surge das células que produzem melanina. O tratamento convencional para câncer de pele varia de procedimentos cirúrgicos para remover o tecido canceroso até terapias mais avançadas como radioterapia e quimioterapia.

Compreender a natureza desses diferentes tipos de câncer de pele é fundamental para explorar como a cannabis pode ser utilizada no tratamento, considerando suas propriedades anti-inflamatórias e potencial para influenciar os processos celulares.

Cannabis e seus componentes no combate ao câncer

O Sistema Endocanabinoide (SEC) no corpo humano é um complexo sistema de sinalização celular, fundamental para a manutenção do equilíbrio biológico, ou homeostase. Ele é composto por receptores localizados em todo o corpo, incluindo o cérebro, órgãos, tecidos conectivos e células do sistema imunológico.

Os compostos da cannabis, THC e CBD, interagem com este sistema de maneiras distintas. O THC se liga principalmente aos receptores CB1 e CB2, influenciando sensações de dor, humor e apetite, além de ter efeitos psicoativos. Já o CBD, por outro lado, tem um efeito mais indireto no SEC, modulando e influenciando a atividade dos receptores, sem causar euforia.

Essa interação complexa com o SEC é uma chave para o potencial terapêutico da cannabis no tratamento do câncer. O THC tem sido valorizado por seus efeitos paliativos, ajudando a aliviar dor e náusea, frequentemente associadas à quimioterapia.

Por outro lado, o CBD atrai atenção por sua capacidade de influenciar o ciclo de vida das células cancerígenas, potencialmente inibindo seu crescimento e promovendo a apoptose. Este mecanismo dual, combinando alívio sintomático com ação anticancerígena, coloca a cannabis e seus compostos na vanguarda da pesquisa oncológica, abrindo novas possibilidades para tratamentos mais eficazes e com menos efeitos colaterais.

Estudos Científicos e pesquisas atuais

Os estudos e pesquisas atuais sobre o efeito da cannabis no tratamento do câncer de pele têm mostrado resultados promissores. Essas pesquisas focam principalmente nos compostos ativos da cannabis, como o THC e o CBD, explorando seu potencial no combate a células cancerígenas e no alívio dos sintomas associados a tratamentos como a quimioterapia.

Os resultados incluem a capacidade do CBD de reduzir a proliferação de células cancerígenas em modelos laboratoriais e sua eficácia como agente anti-inflamatório, o que pode ser útil na mitigação de inflamações associadas ao câncer de pele. O THC, por outro lado, tem sido estudado por suas propriedades de alívio da dor e controle de náuseas, aspectos importantes no tratamento dos efeitos colaterais da quimioterapia e radioterapia.

O estudo de 2023 “Gene Profiling of Cannabis-sativa-mediated Apoptosis in Human Melanoma Cells”  Mostra que a combinação de THC e CBD interrompe a migração de células de melanoma, sugerindo extratos derivados de Cannabis como um tratamento potencial.

A pesquisaTreatment of malignant diseases with phytocannabinoids: promising observations in animal models and patients” de 2023 conclui que os canabinoides podem retardar a progressão de tumores.

Este outro estudoEffects of standardized Cannabis sativa extract and ionizing radiation in melanoma cells in vitro“de 2020 sugere que o extrato de Cannabis pode ter implicações significativas para o tratamento do melanoma.

A complexidade da regulação e a variabilidade dos compostos de cannabis apresentam desafios, tanto na padronização de tratamentos quanto na interpretação de resultados. A evolução contínua da legislação em torno da cannabis medicinal desempenha um papel crucial no avanço dessas pesquisas, permitindo um acesso mais amplo a dados e oportunidades de estudo. Mais estudos são necessários para termos provas robustas da eficácia do tratamento. 

Cannabis versus Tratamentos Convencionais

Quando falamos sobre a eficácia e os efeitos colaterais dos tratamentos para o câncer de pele, é essencial reconhecer a importância da concomitância dos tratamentos, ou seja, a combinação de métodos convencionais com o uso de cannabis.

A cannabis é um tratamento secundário, que deve ser administrado em paralelo aos tratamentos tradicionais. Ainda são necessários mais estudos para confirmar a eficácia dos tratamentos oncológicos com canabinoides.

Não estimulamos nenhum paciente a se automedicar ou a interromper os tratamentos convencionais, que ainda são a única opção recomendada pelas sociedades de oncologia.

Os tratamentos convencionais são a base do tratamento do câncer de pele e têm eficácia comprovada em remover ou reduzir tumores. No entanto, podem deixar lacunas, especialmente no que diz respeito ao manejo dos sintomas e da qualidade de vida.  Podem causar efeitos adversos significativos, que afetam a qualidade de vida dos pacientes.

Embora não seja um tratamento primário, a cannabis tem mostrado potencial em complementar os tratamentos convencionais. Seus compostos podem atuar sinergicamente, potencializando os efeitos de tratamentos tradicionais ou ajudando a aliviar sintomas decorrentes do câncer ou de seus tratamentos.

Oferece uma opção com menos efeitos colaterais para o manejo de sintomas como dor, náusea e inflamação, ajudando a melhorar a tolerância aos tratamentos convencionais.

A ideia de utilizar a cannabis concomitantemente com os tratamentos convencionais não é substituir um pelo outro, mas sim aproveitar as vantagens de ambos. Enquanto os tratamentos convencionais atacam diretamente o câncer, a cannabis pode auxiliar no alívio dos sintomas, melhorando a adesão do paciente ao tratamento e sua qualidade de vida.

A decisão de integrar cannabis aos tratamentos convencionais de câncer de pele deve ser sempre tomada em consulta com profissionais de saúde, considerando as necessidades e condições específicas de cada paciente.

Explorando Novos Horizontes: Cannabis no Tratamento do Câncer de Pele com a CannaCare

A CannaCare está comprometida em fornecer informações atualizadas e baseadas em evidências, oferecendo suporte aos pacientes em suas jornadas de tratamento. É importante salientar a necessidade de consulta e acompanhamento médico ao considerar o uso da cannabis como parte do tratamento do câncer de pele. Somente um profissional de saúde qualificado pode avaliar adequadamente o caso de cada paciente, considerando os benefícios e riscos de diferentes abordagens terapêuticas.

Convidamos os leitores a explorar nossa plataforma para obter mais informações e a entrar em contato conosco para agendar uma consulta com nossos especialistas. Na CannaCare, você encontrará uma equipe dedicada a orientar cada paciente de forma personalizada, garantindo que todas as suas dúvidas sejam esclarecidas e que recebam o melhor suporte possível em sua jornada de tratamento.

Revisão médica:

Dr. Sérgio Rayol – CRM SP 165458

Diretor médico na CannaCare.

Médico pela Universidade Estadual de Pernambuco (UPE). Especialista em Clínica Médica pelo Hospital Santa Marcelina e em Hematologia e Hemoterapia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Curso de Medicina Paliativa no Instituto Pallium (Buenos Aires). Curso de Medicina Cannabinoide pela WeCann Academy

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