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A história da Cannabis

Foto em preto e branco de uma farmácia antiga

Sumário

Usada há centenas de anos como agente medicinal no alívio de dores e convulsões (as primeiras evidências datam de 2.700 a.C.), a Cannabis contém mais de 100 compostos naturais já identificados como fitocanabinoides de ação terapêutica e é cada vez mais prescrita legalmente para tratamentos médicos diversos em todo o mundo.

Mas, qual é o entendimento da legislação e dos médicos brasileiros sobre o uso da maconha medicinal? É seguro? É ilegal? Quem pode se tratar? Pensando nisso, reunimos neste artigo algumas informações essenciais para quem quer saber mais sobre a maconha e seus canabinóides. 

O mercado legalizado de maconha no Brasil

Entre médicos, importadoras, consultorias, sites especializados, fundos e ETFs (fundos de investimentos negociados na bolsa de valores como se fossem ações), o mercado canábico no Brasil já movimenta cerca de R$130 milhões por ano.

Um mercado que vem crescendo, sim, desde 2015, quando a ANVISA (órgão regulador da vigilância sanitária no país) liberou o uso da substância para fins medicinais, mas que, por uma série de tabus e preconceitos, está longe de atingir o ápice do seu potencial.

É seguro iniciar um tratamento à base de cannabis?

Embora sua utilização envolva, principalmente, alguns “dogmas” políticos e religiosos, boa parte da comunidade científica e médica já reconhece os benefícios da cannabis para um grande número de doenças, síndromes e transtornos.

Sob supervisão médica, começando normalmente com doses baixas, pacientes podem começar seu tratamento de forma bastante segura.

Quais doenças podem ser tratadas com Cannabis?

As propriedades terapêuticas dos canabinóides são cada vez mais reconhecidas. Devido a sua importância medicinal, muitos países, inclusive o Brasil, já autorizaram tratamentos à base de Cannabis.

Algumas das condições mais tratadas com o uso da cannabis são: dores crônicas, distúrbios do sono, epilepsia, sintomas relacionados ao câncer, ansiedade, artrite reumatoide, autismo, fibromialgia, síndrome da fadiga crônica, enxaquecas, intestino irritável, Alzheimer, esclerose múltipla, dor neuropática, náusea refratária e muitas outras.

Quais são as formas de consumo de produtos à base de Cannabis?

A cannabis pode ser consumida de várias maneiras: por inalação, tinturas e óleos, comestíveis (como balas de goma), cremes e pomadas

As vantagens da inalação, seja fumando ou vaporizando a flor seca com uma máquina que a aquece, são o início rápido e a titulação mais fácil da dosagem. A desvantagem, no entanto, é que pode irritar os pulmões (causando bronquite crônica) e seu efeito terapêutico dura um pouco menos.

As vantagens de usar um comestíveis são que você não precisa inalar nada e o benefício terapêutico pode durar em média por oito horas. 

A tintura tem absorção mais rápida (talvez 30 minutos para fazer efeito), com duração de cerca de quatro horas e talvez seja a mais prática entre as opções terapêuticas.

Tratamentos à base de Cannabis

A cannabis para fins médicos é permitida no Brasil desde  2015, quando foi aprovada a Lei nº 13.269/2016. Desde então, o uso da medicação tem sido cada vez mais difundido e aceito pelos brasileiros.

Fontes: 

https://www.health.harvard.edu/blog/common-questions-about-medical-cannabis-202105282467

https://exame.com/invest/onde-investir/a-nova-onda-do-mercado-de-cannabis-no-brasil-a-legalizacao-esta-proxima_red-01/

https://consultas.anvisa.gov.br/#/cannabis/q/?substancia=25722

https://legis.senado.leg.br/norma/602494

Texto escrito por Alisson Luiz Dias

Revisão médica:

Dr. Sérgio Rayol – CRM SP 165458

Diretor médico na CannaCare.

Médico pela Universidade Estadual de Pernambuco (UPE). Especialista em Clínica Médica pelo Hospital Santa Marcelina e em Hematologia e Hemoterapia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Curso de Medicina Paliativa no Instituto Pallium (Buenos Aires). Curso de Medicina Cannabinoide pela WeCann Academy

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